E aí Galera ? Como foram estes dias de Pan-Americano, torcendo aqui do Brasil ? Mesmo sabendo que o nível de um Pan-Americano não é o mesmo que o Olímpico, nossa atuação foi excelente. Batemos o nosso record de medalhas e, por pouco, não conseguimos ultrapassar o Canadá e conquistar o 3º lugar no geral. Fica para o próximo aqui no Rio de Janeiro, onde todos os nossos melhores atletas vão querer participar e fazer seu nome, ganhando uma medalha.

O recorde de medalhas conseguido em 1999, Winnipeg / Canadá, que era de 101 medalhas no total, foi suplantado e conseguimos ganhar 122 medalhas. O Brasil apresentou um crescimento de 21% no número total de medalhas (de 101 para 122); sendo de 23% nas medalhas de bronze (de 44 para 54), 25% nas de prata (de 32 para 40) e 12% nas de ouro (de 25 para 28). Dos 485 atletas brasileiros que participaram dos Jogos de Santo Domingo, 294 voltaram para casa com pelo menos uma medalha conquistada, o que representa 61% de aproveitamento. Alguns conseguiram atingir o índice olímpico, conseguindo vaga para as Olimpíadas de Atenas 2004. O Brasil conquistou medalhas em quatro modalidades a mais em Santo Domingo, sendo lutas, pentatlo moderno, saltos ornamentais e futebol.

Mais uma vez, vimos a excelente atuação de Cuba, 2º lugar no geral, o que nos deixa pensando: como pode uma pequena ilha, com uma população também pequena, que passa por grave situação financeira, conseguir tamanha proeza. E o pior, também consegue excelentes resultados em Olimpíadas e Mundiais.

Conversamos com vários cubanos, que estavam em Santo Domingo, e todos confirmaram que uma criança, ainda no colégio, que apresentar alguma habilidade esportiva, já é separada e treinada para conseguir este desempenho.

Portanto, é questão de política de esporte. Será difícil um país como o Brasil adotar este procedimento ?

Bem, vamos a nossa viagem !

Primeiro, gostaríamos de agradecer a Oi, Empresa de telefonia celular do Rio de Janeiro, que foi nosso grande patrocinador, e que acreditou nas nossas idéias e no nosso Projeto. Foi tudo muito bem planejado e executado.

Acreditamos que tenha sido ótimo para os dois lados, que é, sempre, a nossa intenção, quando apresentamos um Projeto para uma Empresa.

A viagem foi ótima. Santo Domingo é uma cidade muito simples e com um povo muito simpático e acolhedor. Nossa Torcida Time Oi / Equipe Dartagnan foi muito bem recebida por todos, inclusive pela organização do evento. Aonde chegávamos, a festa era total. Os dominicanos queriam participar e procuravam sentar perto para vestir a camiseta e o boné da nossa torcida brasileira, participando da "zorra".

Era muito interessante a "briga" deles para entrar no samba, misturado com o balançar do merengue, a música típica do país.

O Dartagnan com sua corneta e nossa equipe, com certeza, mudou o jeito de torcer por lá, pois, a partir da 2ª semana de eventos, vários grupos de merengue apareceram nos jogos da República Dominicana para incentivá-los à vitória.

Um fato interessante ouvido por nós : Uma senhora, num jogo de tênis, onde participava um tenista local, reclamou com sua torcida, dizendo que a música iria atrapalhar a concentração, e, consequentemente, levaria o dominicano à derrota. Vários torcedores não concordaram com ela e disseram : A torcida brasileira toca samba e torce o tempo todo e seus jogadores estão sempre ganhando ( em terra de cego, quem tem um olho é rei ). Como isto vai atrapalhar o nosso representante ? Continuaram com a música e torcendo. Em tempo, o dominicano perdeu o jogo, que já era 4ª de final. Certamente, não foi a torcida que o derrotou, e sim o adversário, um americano que deu o maior trabalho ao Marcelo Rios na semifinal.

Já que estamos falando de tênis, e o Fininho ? Que maravilha ! Nossa torcida acompanhou todos os jogos dele, mesmo no início dos jogos, quando poucos brasileiros tinham coragem de pegar um sol de 40º na cabeça. Éramos nós, uns poucos dirigentes e o nosso Ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz. Aliás, se ele puder administrar o nosso esporte com a mesma simpatia com que tratava os brasileiros, estaremos, num futuro bem próximo, bem situados no esporte mundial. Muito gente boa.

Como vocês já viram, o calor não era fácil. Muito quente e muito úmido, dando a sensação de que a temperatura era, ainda, maior, se isto fosse possível. Um fator positivo foi a qualidade dos ginásios que eles apresentaram. Na sua grande maioria muito interessantes, funcionais e bonitos. Principalmente, se levarmos em conta as notícias que líamos por aqui, antes de viajarmos, de que algumas obras não ficariam prontas e que teriam que improvisar para poder realizar os eventos. A piscina, por exemplo, diziam um mês antes, que ainda era um buraco de terra e que não ficaria pronta. Resultado : O estádio aquático era muito interessante e bonito, dando um "banho" em muitos outros de Pan-Americanos passados.

Falando em esportes aquáticos, que show dos brasileiros. Foi o esporte que mais ganhou medalhas, e tivemos, ainda, uma sensacional vitória do "velhinho" Rogério Romero, dos mais garotos, Gustavo Borges e Fernando Scherer e da moçada que vem por aí arrebentando como a Joanna Maranhão ( atleta patrocinada pela Oi ), Mariana Brochado ( sua beleza e simpatia arrebentaram muitos corações por lá. Foi escolhida como a musa da delegação brasileira ). A graciosa Juliana Veloso e a dupla do nado sincronizado deram show.

Vamos lá galera ! Vamos colocar o Brasil no lugar que merece. O presidente da Confederação, Coaracy Nunes, só falta pegar a corneta do Dartagnan e chefiar a torcida. Pelo que vimos, ele ajuda aos nossos atletas com sua animação e incentivos.

Outros esportes também fizeram o nome no Pan. Os sempre vitoriosos iatismo ( o Scheidt é demais ), judô ( a Tânia Ferreira, patrocinada pela Oi foi medalhista ) e o handball ( ouro nas duas categorias ).

Infelizmente, teremos pouco que falar do nosso sensacional time do voleibol masculino e do maior técnico do mundo, Bernardinho. Que noite ! Nada deu certo. Eles têm crédito junto aos brasileiros e esta derrota não abalará este prestígio. Bola pra frente, e, de preferência, na quadra adversária.

Nestas viagens, nossos amigos fazem várias perguntas quando voltamos. Vamos tentar tirar estas curiosidades, que, também, devem ser a de todos vocês.

Preços dos ingressos :

Foram bem baratos. Soubemos que o presidente do país botou pé firme e pediu à organização que colocasse preços acessíveis ao povão. Outro detalhe que influenciou, foi a alta inflação que o país está passando, aumentando o valor do dólar X peso dominicano.

Resultado : um jogo de voleibol custava o equivalente à R$ 5,00, natação ? de R$ 10,00 a R$ 17,00.

O mais caro foi a final de basquete ( que vitória contra os donos da casa !!! ). Custou R$ 35,00 no melhor lugar do ginásio.

O presidente vai tentar a reeleição em 2004, e ganhou alguns votos com esta medida.

Venda dos ingressos :

Colocaram em lojas de um supermercado local e, após o início dos jogos, uns trailers próximos aos locais dos eventos. As filas não eram grandes e dava para conseguir.

Cambistas :

Existem em todos os lugares, só que com os preços cobrados, sua atuação foi muito restrita. Aproveitavam os jogos finais em que a República Dominicana participava e a procura era enorme.

Locais dos eventos :

Excelente. O Centro Olímpico abrigava 16 esportes e o Parque Del Este outros 10. Portanto, não era necessário ficar correndo de um lado pro outro para acompanhar os brazucas.. Tinham, também, vários ônibus oficiais percorrendo os locais e indo para a Vila Pan-Americana. Todos novos e com ar condicionado.

Restaurantes :

Um pouco deficiente. Poucos de alto nível e com variedades. Porém, ninguém morreu de fome.

Conhecemos um brasileiro que grudou na nossa torcida. Era dono da única churrascaria rodízio brasileira da cidade. Ficava num lugar sensacional, ao lado de outros restaurantes bem interessantes. Cada um tinha uma peculiaridade. No nosso, brasileiro, nossa Equipe fazia uns pequenos shows de samba, intercalando com o vizinho, que apresentava dança flamenca ( era espanhol ). Foi o nosso "point" todas as noites.

Poder aquisitivo da população :

Em conversa, pudemos ver que a população está passando por grandes dificuldades. Falta dinheiro e trabalho. A inflação está matando o povão. Ao mesmo tempo em que vemos carrões Mercedes, Jaguar, etc, vemos, também, carros todos quebrados, sem manutenção e, até, sem vidros, que foram quebrados um dia e não foram substituídos.

É triste a situação.

E as praias ?

Uma pequena decepção. Antes de viajarmos, olhando o mapa do país, você vê que Santo Domingo está no litoral sul do país, portanto, local de praia. Porém, lá só existia mar aberto, impossível de se freqüentar.

A praia mais próxima era Boca Chica, 25 minutos de carro. Bem interessante, tipo nordeste brasileiro, água morna e tranqüila e com uma cor lindíssima ( verde caribe esmeralda ).

Vendem de tudo na areia, igual aqui. É o tempo todo "gracias".

Alguns hotéis da orla cercam a areia em frente, cobram um valor fixo ( tipo R$ 50,00 ) que dá direito ao consumo ( comidas e bebidas ), barracas, cadeiras e sem vendedores. Até vale a pena.

Dizem, e pudemos ver por fotos, que o litoral norte / nordeste é maravilhoso. Vários famosos têm casas por lá e passam as férias curtindo o verde mar do Caribe. Parece que é coisa de muita grana.

Alimentação

A comida deles é muito parecida com a nossa. Não tem grandes diferenças. O tempero "criollo" não tem nada de diferente do nosso molho de churrasco ( à campanha ). Não tivemos problemas de alimentação.

Existe um prato típico chamado "mofongo", que é parecido com o nosso cozido, porém, com um aspecto esquisito. O pessoal não quis arriscar.

A cerveja ? Tem uma feita lá, marca Presidente, que era ótima. O pessoal se sentiu em casa, sempre pedindo para falar com o "presidente".

Quem for para Santo Domingo, não deixe de conhecer a churrascaria do brasileiro Valtinho. È só falar no nosso nome, que terá muita mordomia. Ele é ótimo. O restaurante se chama "Costelão" e fica em frente à "Casa de Colón" ( Cristóvão Colombo, para os íntimos ).

Caso vocês queiram perguntar alguma coisa a mais, nosso e-mail equipedartagnan@bol.com.br está à disposição. É só escrever.

Um abraço a todos e curtam as fotos que colocamos na página "Cada foto !" do nosso site. reparamos para vocês, que são nossos amigos e incentivadores, algumas curiosidades colhidas nas viagens que fizemos atrás do esporte brasileiro. Estaremos, semanalmente, atualizando esta página com novas histórias e observações da Equipe Dartagnan.

Fique sempre de olho, que vai valer a pena acessar nosso site. Estaremos respondendo às perguntas que nossos amigos querem saber quando do nosso retorno das viagens.
Até semana que vem.